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DOCUMENTOS COM HISTÓRIA



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Arquivo Municipal de Loures | 2021-08-30

 A portagem da ponte de Sacavém (1859-1883)

Para descrever um documento de arquivo não bastam os seus elementos identificativos mais relevantes, por vezes é necessário entender o contexto em que o documento foi produzido. Dois livros, sem mais indicação que não seja que são o registo da Receita e despesa da ponte de Sacavém, impõem procurar-se no passado a justificação para a sua conservação sabendo-se, à partida, que a aludida ponte já não existe.

Apesar da sua reduzida largura, a passagem do rio Trancão junto a Sacavém foi sempre instável, conhecendo-se várias soluções de travessia, desde a fantástica ponte romana de 13 arcos descrita por Francisco de Holanda em 1571, passando por barcas de passagem, pontes de barcas, pontes de madeira ou pedra, rodoviárias ou ferroviárias. Em 1791, devido ao estado ruinoso das estradas, inicia-se a reparação do itinerário da Capital à cidade do Porto, prevendo-se a construção de pontes em Sacavém, Coimbra e Porto. Como o primeiro troço a reparar era entre Rio Maior e Porto, que estava mais danificado, a ponte em Sacavém só é contratada em 1837 e executada no Arsenal do Exército em 1840.

Como forma de compensação à empresa que construísse a estrada, durante 35 anos era concedido o estabelecimento de 16 Barreiras de Portagens. Como em dado momento a empresa concessionária se extinguiu, em 1852 a administração, fiscalização e polícia dos direitos de portagem da ponte de Sacavém são transferidos para a Administração do Bairro de Alfama e, no primeiro semestre de 1859, para o Administrador do Concelho dos Olivais, que inicia o registo nos livros já mencionados até ao fim da concessão dos direitos de portagem.


Administração do Concelho dos Olivais, Receita e despesa da ponte de Sacavém, 2 livros (1859-1883)
 
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