Documentos com História | Abril de 2019
Ir a Banhos para as Caldas
Considerado o mais antigo hospital em funcionamento, no mundo, o Hospital Termal Rainha D. Leonor ou Hospital Termal das Caldas da Rainha tem origem numa lenda segundo a qual a rainha D. Leonor (Beja, 1458 – Lisboa, 1525), esposa de João II (Lisboa, 1455 – Alvor, 1495), numa viagem de Óbidos para a Batalha, teria passado por um local onde várias pessoas se banhavam em águas quentes de cheiro intenso. Tendo-lhes perguntado porque o faziam, responderam-lhe que estavam doentes e que aquelas águas tinham poderes curativos. Como o quisesse comprovar, por ter alguma espécie de doença, a rainha banhou-se nas águas, alcançando a cura. Não se sabe ao certo se se terá passado assim, embora em 1485 tenha mandado construir um hospital naquele sítio, que viria a ser conhecido como Caldas da Rainha. Concluído em 1488, recebeu o nome de Nossa Senhora do Pópulo por se destinar ao povo.
A passagem do tempo não fez reduzir a fama dos «banhos nas Caldas», sendo procurados ao longo dos séculos por gente de todas as condições. Em 1905, por exemplo, as «aguas sulfurosas» das Caldas da Rainha são o motivo do médico municipal António Carvalho de Figueiredo solicitar uma licença para delas «fazer uso». Desconhecendo-se do que padecia na época, pois em tempos mais recentes é indicada para problemas articulares e respiratórios, não era só o médico municipal quem frequentava as Caldas há alguns anos, ele mesmo atestava os requerimentos dos funcionários municipais que o quisessem fazer.

Poderá ainda visualizar o documento na página do Facebook "Arquivo Municipal de Loures".